09/08/2011

"""Caralho""""""

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas (navios antigos, usados nos descobrimentos) e de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra ou de algum navio pirata.

O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto dos mastros), é onde se manifesta com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.

Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a Bordo.

O castigado era enviado para cumprir horas, e até dias inteiros, no CARALHO e quando descia, ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias.

Daí vem a célebre expressão: "MANDAR PARA O CARALHO".

CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.

Quantas vezes, ao apreciar uma coisa que é boa ou que te agrade, não exclamaram: isto... "É DO CARALHO"!

Se te aborreceres com alguém, vais mandá-lo para o CARALHO, certamente!

Se algo não te interessa, não vais querer "NEM POR UM CARALHO".

Mas, se esse algo te interessa muito, então vais dizer..."É DO CARALHO".

Também são muito comuns as expressões:

Essa... "É BOA PRA CARALHO".

Esse cara... "É DO CARALHO".

Esse lugar... "É LONGE PRA CARALHO".

IIIHH CUM CARALHO

E não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar, sem se juntar um CARALHO a qualquer expressão.

Se um comerciante se sente deprimido pela má situação actual de seu negócio, exclama, quase sempre assim:

"ESTAMOS A IR PRÓ CARALHO"!

Quando se encontra alguém que há muito tempo não se vê, pergunta-se: "ONDE CARALHO TE METESTE"? (aqui, CARALHO é usado como vírgula).

É por isso que estou a enviar esta saudação do CARALHO, e se não és do CARALHO, espero que este texto te agrade pra CARALHO.

A partir deste momento poderemos dizer CARALHO, ou mandar alguém para o CARALHO, com um pouco mais de cultura e autoridade académica.

Que tenhas um dia muito feliz... do CARALHO!!!

Esta não lembra ao CARALHO!

Mesmo assim, custa aceitar! "Com Caralho!!!

05/08/2011

O Padre Costa de Trancoso

O Padre Costa de Trancoso

Em finais de Março de 2011 foi a Trancoso visitar um familiar que não via á algum tempo.
Este levou-me a um café para beber umas cervejas e aproveitou para explicar-me um pouco a história da cidade.
Nesse café já dentro das muralhas da cidade havia umas camisolas a vender, que tem uma imagem de um Sr. de idade com os seguintes dizeres PADRE COSTA DE TRANCOSO, dirigiu-se ao balcão e comprou uma camisola que ofereceu ao meu filho.

Pois é e a historia começa na camisola.

Fiquei deveras intrigado com o que o meu grande amigo me estava a contar sobre o Padre Costa, e resolvi bisbilhotar um pouco na Net a história, aqui vai, é deveras hilariante a Historia deste Padre.

O Padre Costa de Trancoso, livro da autoria do escritor e investigador Santos Costa.

Trancoso é cidade apenas desde Dezembro de 2004, mas as suas muralhas graníticas escondem inúmeras lendas e histórias. Uma delas é a de um clérigo que viveu no século XV e terá gerado 299 filhos em 53 mulheres.

A obra mistura factos históricos com ficção, aludindo à figura do padre Francisco Costa, personalidade emblemática do burgo onde, em 1288, D. Dinis celebrou o seu casamento com D. Isabel de Aragão – depois de o ter feito por procuração em Barcelona – e que tem sido alvo de zombaria ao longo dos tempos.

O Crime.
De acordo com o autor, uma lenda antiga remete para aquela personagem, que terá vivido no reinado de D. João II (1481-1495) e tido quase três centenas de filhos – 214 do sexo masculino e 85 feminino –, gerados em mais de 50 mulheres, muitas das quais suas familiares directas.

Santos Costa conta que, segundo a lenda, o sacerdote terá dormido com 29 afilhadas, que deram à luz 97 raparigas e 37 rapazes, e não poupou nove comadres, a quem arranjou 38 machos e 18 fêmeas.

Acrescenta ainda que os relatos existentes referem ter feito, entre outras proezas, 29 filhos e cinco filhas a sete amas, somando ao extenso rol mais 28 descendentes (21 homens e sete mulheres) de duas pobres escravas.

A pujança e as aventuras libidinosas terão incluído igualmente uma tia, de quem teve três rebentos, e nem a própria mãe lhe escapou, imagine-se, chocadeira de duas crianças - irmãs de seu próprio pai.

A condenação
Reza o mito que o prior terá sido julgado em 1487, com 62 anos, e condenado a ser "degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou" (a cópia da sentença encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo).

A Absolvição (ainda mais hilariante).

No entanto, apesar da violenta condenação, conta-se que D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos 17 dias do mês de Março do mesmo ano, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta.

Mais do que os singulares feitos do padre, (que deveria ser considerado Herói Nacional) elogio a capacidade parideira daquelas mulheres. Feitas as contas, passados seis séculos duvido que haja alguma pessoa naquela terra que não seja familiar uma da outra.

Amigo deves ser a pessoa que conheço com a maior família a nível mundial.

26/07/2011

Pessoas de Merda

Pessoas de Merda:
Amigos de merda deste não preciso.

Aqueles que nas nossas costas falam mal, tentam lixar-nos, traíram a nossa confiança, no fundo são falsos.

Bela merda de amigos.

Pensava ter alguns amigos com quem contar nos momentos difíceis, uma vez que era conhecido por muitos e os considerava como amigos e vice-versa.

Enganei-me, estava errado, quando precisei preferiram todos acreditar noutras pessoas, fingirem não me conhecer ou ajudarem a foder-me a vida pois é foder-me a vida, é mesmo isso.

Então resolvi ser selectivo e por á prova a as pessoas “”””Amigas”””” e desse grupo ninguém me desiludiu, sempre ficaram comigo desde que os conheci, nunca de mim desconfiaram e em mim sempre confiaram, tanto que a confiança que neles tenho é a mesma que têm por mim, ontem e hoje, estiveram, estão e estarão sempre comigo.

Mesmo fingindo que não continuam a ajudar-me, fazem-no seja nas minhas costas ou com o meu conhecimento mas nunca me abandonaram e o que não fizeram por mim foi porque não puderam.
Não preciso de por ou dar nomes a essas pessoas, sabem, quem são, simplesmente quero, agradecer por serem os amigos e as pessoas que são.

Mas aos falsos amigos também quero deixar uma palavra de agradecimento.
Vão se foder.

Obrigado a todos aqueles AMIGOS que nunca me abandonara.

11/08/2010

Criticas VS Dicas VS Avaliações

• Criticas de Trabalho
Nesta época do ano muitos trabalhadores de diversas actividades estão a passar por uma situação comum: Avaliação de desempenho.
Os últimos meses do ano são períodos de avaliação de desempenho e definição de metas para o próximo ano.
É a hora de reflectir sobre as outras pessoas e sobre nós próprios, para que possamos dar o famoso feedback, ou seja, o retorno sobre como cada um está actuando. O problema é que nem sempre ouvir críticas é fácil – claro, somos todos humanos –, mas ficam aqui algumas dicas para transformar problemas em oportunidades e seguir um passo rumo à realização dos seus objectivos profissionais.
• Detalhes:
Qualquer comentário a respeito do desempenho deve ser encarado de modo positivo por quem o recebe. Qualquer crítica ou observação, deve ser ouvido como uma oportunidade de melhoria pessoal. Recomenda-se que o funcionário aproveite para pedir esclarecimentos sobre as tarefas que não foram cumpridas adequadamente. “É de praxe que a avaliação seja acompanhada de explicação a fim de que o desempenho possa sempre ser melhorado. Ao escutarmos qualquer observação negativa a respeito do nosso trabalho, independentemente da verificação anual, devemos pedir que o caso seja detalhado, para que possamos rever e melhorar o comportamento”,
• Respeito:
As críticas devem ser recebidas de maneira respeitosa, ainda que discorde delas. Devemos ouvir tudo com o devido respeito e atenção, procurando melhorar nos aspectos que foram assinalados. Mesmo que não goste, agradeça as observações de seu superior e diga que fará o possível para atendê-las. Saber reconhecer defeitos e erros é uma característica importante de um bom profissional” “Ignore se os comentários forem pejorativos. Diga, no máximo, que as críticas servem para um aperfeiçoamento e que se foi criticado é porque prestam atenção em seu trabalho e querem ver seu progresso”
• Foco na função e não na pessoa:
Quem está em uma posição de chefia deve optar por uma avaliação em tom de conversa, focando as observações no trabalho realizado pelos subordinados e não na personalidade. Além de evitar os comentários mais duros. “É preciso saber criticar sem ferir a auto-estima do outro. Não se critica a pessoa, mas sim a tarefa. A crítica positiva não humilha e nem faz com que a pessoa se sinta ofendida. O objectivo é motivar o outro a trabalhar mais e melhor”,
• Elogiar e apontar soluções:
Outras duas dicas são elogiar antes de avaliar e apontar soluções: “Usar palavras amáveis ou fazer um elogio cria um cenário amigável, mostrando para a pessoa que não queremos atacar seu ego. E quando se mostra para alguém o que fez de errado, devemos, no mesmo momento, explicar a forma correcta de realizar a tarefa”.
• Avaliando o chefe:
Já se for pedido que avalie o seu superior ou a empresa, seja honesto e procure contribuir com ideias que agreguem o tragam valor acrescentado aos projectos da empresa “O que se espera é honestidade nas respostas. O funcionário deve falar o que pensa, obviamente com educação e palavras adequadas. Diga, por exemplo: ‘Concordo com a política tal, e ela melhoraria se ainda houvesse a atitude x’. Procure acrescentar algo. Não critique se não puder dar alguma solução”,
Se o que você quer é conversar sobre a maneira de chefiar de seu superior, uma saída é mostrar o que ele ganha com a mudança de comportamento. “Podemos sinalizar que, assim, ele será mais prestigiado pelo seus superiores, desenvolvendo aptidões de líder, ou que haverá possibilidades de promoção. Enfim, o feedback deverá sempre mostrar que o objectivo é fortalecer a marca dessa pessoa”
Antes de tudo, é preciso reconhecer o momento certo para tratar do assunto. “É necessário sensibilidade para perceber quando é possível fazer críticas, lembrando ainda que se deve estar preparado para recebê-las

27/07/2010

Liderar não é impor

"Liderar não é impor; mas despertar nos outros a vontade de fazer."

Há uma força motriz mais poderosa que o vapor

"Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade."
( Albert Einstein )

Um profissional

"Um profissional é aquele que faz o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de fazê-lo."
( Frank Lloyd Wright )

Trabalho de qualidade

Nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração e auto-sacrifício, esforço e dúvida."
( Max Beerbohm )

04/05/2010

Eis a explicação da vida.

Eis a explicação da vida.




No primeiro dia, Deus criou a vaca. E Deus disse:

'Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofrer
debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma
vida de 60 anos.'

A vaca disse:

'É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20
e eu devolvo-te os outros 40'.

E Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o cão. E Deus disse:

'Senta-te todo o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa
que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida. '

O cão disse:

'Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os
outros 10'.

Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou o macaco. E Deus disse :

'Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu
Dar-te-ei 20 anos de vida.'

O macaco disse:

'Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão
devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?'

Deus concordou.

No quarto dia, Deus criou o Homem. E Deus disse:

'Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente
diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida'.

O Homem disse:

'O quê!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40
anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80.
Pode ser?'
'Ok' - respondeu-lhe Deus. 'Negócio fechado.'

É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos,
praticamos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada. Os 40 anos seguintes,
sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos
figura de macaco para entreter os nossos netos, e os últimos 10 anos
sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.


Está explicada a vida!

22/06/2009

FODA-SE

FODA-SE

(Adaptado)Por Millor Fernandes


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
2
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
3
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!

22/05/2009

Codigo Samurai

Codigo Samurai

Embora refiram-se ao bushidô como um código, ele não era um conjunto formal de regras para todo samurai se guiar. Na verdade, o bushidô mudou muito através da história e mesmo de um clã para outro. Embora os samurais já existissem há muito tempo, o bushidô só foi escrito no século XVII.
O bushidô é o tema central do filme "Ghost Dog"
O primeiro dever de um samurai era a lealdade a seu senhor. O Japão tinha um sistema feudal no qual o senhor esperava a obediência dos seus vassalos, que em troca recebiam proteção econômica e militar. Se o senhor não pudesse contar com a absoluta lealdade dos seus vassalos, todo o sistema teria desmoronado. Este senso de lealdade e honra era geralmente levado a extremos pelos japoneses, que lutavam até a morte em uma batalha sem esperança para proteger a fortaleza de seu senhor, ou cometiam suicídio se sentissem que o haviam desgraçado.

O samurai também tinha um dever de vingança. Se a honra de seu senhor fosse manchada, ou se este fosse morto, o samurai era obrigado a encontrar e matar os responsáveis. Uma das histórias de samurai mais famosas, "Os 47 Ronin", ou samurais sem senhor, é um conto da tradicional vingança dos samurais. Durante um período de paz, seu senhor foi condenado a cometer seppuku (suicídio) devido a uma desavença com outro senhor. Dois anos depois, todos os 47 samurais invadiram o castelo do algoz de seu mestre e o mataram. Eles foram presos e também forçados a cometer seppuku, não porque cumpriram com seu dever de vingança, pois isso era o esperado, mas porque o fizeram em um ataque secreto, o que era considerado uma desonra.

08/05/2009

Egocentrismo

Egocentrismo
Apesar de não existirem verdades absolutas, quanto a mim, é capaz de ser verdade que somos todos uns egocentricos de merda. Pois é...
Aquelas pequenas atitudes altruístas quotidianas como ir preparar o pequeno almoço à namorada ou emprestar uma caneta, não as temos tendo em conta o bem do próximo mas sim a nossa própria satisfação pessoal.
Sentimo-nos bem ao fazer os outros sentirem-se bem, porque se isso nos causasse algum tipo de dor , não o fazíamos, com certeza.
Isto faz-nos (pelo menos a mim fez-me) repensar todo o tipo de sentimentos que nutrimos pelos outros, icluindo o amor e a amizade e se nós não seremos seres de natureza totalmente primitiva, apenas interessados em dar (assim como retirar) dos outros aquilo que nos interessa em prol da nossa satisfação pessoal.
Recentemente fiquei feliz em saber que não sou só eu que penso assim, mas também o filósofo oriental Osho. De acordo com a teoria dele, bastante semelhante à minha, devemos lidar com o nosso egocentrismo de modo a fazermos os outros felizes e fazermo-nos felizes também.
Escrito por Twiggy

Anormal

Quantas vezes por dia não ouvimos a palavra “anormal”? Quantas vezes não ouvimos (ou dizemos) “aquele gajo é um anormal”, “somos todos anormais”, “tu és anormal”, “eu sou anormal” ou até mesmo um mais rebuscado “tá aqui uma anormalidade qualquer”. Utilizamos o termo “normal” muitas vezes e não nos interrogamos sobre as implicações que envolve este estereotipo (assim como acontece quando utilizamos outro adjectivo qualquer). Não acredito que adiante de muito interrogarmo-nos sobre tais implicações, no entanto, também fazemos muitas coisas e pensamos sobre muitas coisas que não adiantam de nada, por isso tou-me a cagar.

Ora... o que classificamos nós um comportamento normal? Seria um comportamento da maioria. O que a maioria acredita que é normal, torna-se quase verdade absoluta e resta desta forma rotular as minorias de anormais (fora do normal). Óbvio que quando empregamos o termo “anormal” para insultar alguém, não estamos muito interessados nas “éticas”.

Como podemos nós achar “normal” dizer tantas barbaridades todos os dias? É porque a maioria o faz.

Os valores são definidos pela quantidade de discípulos e não pela qualidade - a democracia é mesmo assim. A sociedade é de massas e são as massas normais, que vão definindo os padrões de anormalidade para as minorias. São as massas que dizem o que é o bem e o que é o mal, o que é o verde e o que é o castanho, o que é doente e o que é saudável, o que é a verdade e o que é mentira. E arrastam mais uns quantos pobres de espírito atrás.
Escrito por Twiggy

PIMENTA

Alberto Pimenta sobre os Portugueses:

OS PORTUGUESES não formam uma sociedade porque não são sócios uns dos outros. Tomemos os exemplos mais corriqueiros. Na cidade velha, vai-se pela rua e pode-se apanhar com sacos de migas de pão ralado, atirados aos pombos, na cabeça. E a rua está cheia de cagadelas de cão, coisa que não se vê em mais cidade nenhuma, porque cada um entende que o espaço público se pode sujar à vontade. Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo de civilização urbana. Começa-se sempre de cima para baixo. A Lisboa 94, com a sua falta de ideia, fez várias coisas em cima sem haver nada em baixo, confundiu arte com cultura. A cultura começa nas ruas onde se pode andar, no ambiente cuidado, nos jardins tratados, que não existem.

Há um total desprezo do próximo, uma falta de noção dos direitos e deveres urbanos civilizacionais. Soube agora de um caso que se passa num prédio normal do centro da cidade. Há alguém que guarda a moto do filho de família no patamar entre o terceiro e o quarto andares e, quando Ihe vão dizer que não o pode fazer, essa gente que é licenciada fecha a porta, dizendo: «A moto é minha, eu faço o que eu quero!» Tal e qual como o sapateiro que bate no filho e diz: «O filho é meu, eu faço o que quero!». É a sociedade do «salve-se quem puder». A maior parte das discussões que se geram em bichas, em lugares públicos onde se reclama um direito, resulta da falta de noção muito exacta que qualquer alemão, francês ou italiano tem dos seus direitos e deveres. Aqui é tudo uma «questão particular». Passa a não ser uma sociedade organizada mas um clã. É simpático, de repente, encontrarmos uma grande humanidade e intimidade onde menos esperávamos. Sabe bem mas o preço é caro, implica um dia-a-dia desgastante, onde tudo funciona improvisada e desastradamente. Nem se pode andar pelas ruas porque os carros ocupam os passeios. São insignificâncias que vão criando e alimentando quotidianamente um mal-estar, um cansaço, uma perda de energia. Quando ando pela Baixa duas ou três horas, começo a sentir um esgotamento de tipo espiritual, ao contrário do que acontece em qualquer cidade europeia em que fico mais alerta, enérgico e cheio de ideias. Aqui, começo a arrastar os pés e a andar em passo de procissão, que é como fazem os portugueses, um pouco vergados, dai a metáfora de trazer um peso nas costas. Há, de facto, um peso qualquer que está lá dentro, nas costas do espírito. Este país é como uma eterna pequena constipação.

E esta fatídica vocação para as pantufas... Conta-se que, depois do terramoto, alguns aristocratas que ficaram sem palácio instalaram-se em barracões onde é hoje o Rato, com grande promiscuidade e as couvinhas lá atrás. Quando os palácios ficaram prontos, não queriam sair, pois era ali que lhes sabia bem. Isto define a mentalidade portuguesa.

A arte em Portugal não tem a ter com a vida. O museu e o espectáculo são coisas que se passam em lugares fechados, com horário e um culto feito em grande parte de snobismo e de obrigação social. Daí o grande desconforto dos artistas em Portugal, uma espécie de marcianos, porque aquilo que fazem não tem nada a ver com os interesses da sociedade. Em Itália. o cidadão mais humilde tem uma intuição, um conhecimento e uma veneração pela arte que aqui terá talvez o equivalente na veneração pela Nossa Senhora de Fátima. Até coincide porque é a veneração por um desconhecido, pelo que está para além da razão. Se não houvesse motivos exteriores, não creio que fizesse falta a quem quer que fosse ir a exposições de pintura, ao teatro ou à ópera.

Há um egoísmo perfeitamente catastrófico que caracteriza os portugueses. No seu dia-a-dia, desde que tenha resolvido o seu problemazinho e possa comer o seu bifinho com batatas fritas ou o seu bacalhauzinho, já tira dai um prazerzinho que o deixa satisfeito. O Eça usou todos esses diminutivos com razão, porque tudo é pequeno, da dimensão ao espírito. Satisfazem-se com pouco.

Outra característica dos portugueses é ter medo do risco, podem cair no ridículo, que fica muito mal. Ora para fazer grandes coisas, é preciso arriscar cair do trapézio. Mas os portugueses preferem trabalhar com rede ou então a um metro do chão. Os Descobrimentos foram uma necessidade porque essa gente que vinha do Norte do Pais, a cair de fome e a morrer pelo caminho, não tinha outra hipótese. E não esqueçamos os mercenários. Os relatos deixam-nos imaginar o tormento daquelas viagens, com doenças e sem comida, em condições de puro desespero. Depois, lá veio a mitificação histórica. Obviamente haveria alguns, poucos, a começar pelo infante D. Henrique, que teriam o seu projecto de alargar a Terra, de chegar a qualquer lado e de tirar lucro, que é o que faz correr o homem. O Camões diz textualmente, n’Os Lusíadas, que «nunca houve nação, nem bárbara, que prezasse tão pouco as artes como a portuguesa». E o padre António Vieira dizia, naquelas etimologias divertidas, que o mundo é mundo porque, por antífrase, é imundo tal como a Lusitânia se chama assim já que não deixa luzir ninguém por causa da inveja. E podíamos continuar com o Eça, com o António Nobre, com os que reflectiram porque tiveram oportunidade de comparar... (...).

Vivi na Alemanha muitos anos e pude constatar que o mito do amor ao trabalho dos Alemães é falso. Não gostam de trabalhar, mas sabem que e preciso. Por isso, fazem-no o mais eficientemente possível. Durante o trabalho, os alemães não conversam sobre futebol nem as alemãs falam de meninos, como aqui. E fora dele é tabu falar sobre isso. Ao contrário de Portugal, onde se passa o almoço a falar do trabalho, uma paranóia perfeita.

Enquanto a Europa é urbana e civilizada há muito tempo, em Portugal o crescimento faz-se por saltos muito grandes. Temos a ideia de que o progresso é deitar fora o que há e substituir pelo novo, o que mostra que não o conseguimos integrar. Em cada época, há elementos que definem o novo-riquismo. No século XVI, o embaixador do Papa escrevia para Roma a dizer que não entendia porque é que o barbeiro, um homem muito pobre, tinha um pretinho para Ihe carregar a bacia quando ia fazer a barba a casa do cliente. Na Segunda Guerra, houve o boom dos novos-ricos do volfrâmio e dizia-se que eles comiam a sardinha assada com pão-de-ló. Hoje continua e, apesar do novo-riquismo destes anos em que já somos europeus, basta por o pé para lá da fronteira para perceber que somos cada vez menos em termos culturais. Temos o mito das melhores praias, dos melhores vinhos, mas quanto tempo vão durar? Há terrenos próximos de Lisboa, na zona do Ribatejo, que estavam classificados para agricultura exclusivamente. Há três ou quatro anos saiu um decreto que permite utilizá-los para campos de golfe desde que sejam reconvertíveis. Daqui a 15 anos, comeremos bolas de golfe em vez de couves...

Os Ingleses, mesmo lá no extremo do Sahara, continuam a manter a nacionalidade e a beber o chá das cinco porque têm uma personalidade forte. Mas um português na Alemanha, ao fim de cinco anos é alemão, e no Japão torna-se um autêntico japonês. Tem uma capacidade espantosa de adaptação, uma qualidade que lhe facilita a vida, mas que é sinal de uma personalidade fraca. O nosso racismo é económico. Tratamos com servilismo os que têm mais dinheiro que nós, embora haja quem diga que isso é a cordialidade do português a acolher os estrangeiros.

Tal como há quem diga que a língua portuguesa é o espanhol sem ossos. Compare-se o «quero-te» com o «te quiero»: enquanto num a entoação morre no fim, no outro a afirmação é evidente logo no som. É como se nem na língua tivéssemos coluna vertebral.

Portugal ficou a meio caminho entre o Norte de Africa e a Europa. E não se consegue definir. É pobre combinar as coisas sem definir uma ideia e uma identidade próprias. Não há, em Portugal, politica no sentido autêntico da palavra, uma ideia de sociedade para dar forma ao Estado. Não há partido que a tenha, excepto, talvez, o comunista, mas não é uma ideia própria. Os políticos portugueses, tal como os artistas, são preguiçosos, pouco competentes e bastante diletantes.

Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1995

FILHOS DA PUTA

O pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.

no entanto, há
filhos-da-puta
que nascem
grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.

de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.

o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho-da-puta.

no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho-da-puta.

todos os grandes
filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.

dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.

tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.

o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.

é o pequeno
filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.

de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.

II

o grande filho-da-puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

no entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.

de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.

por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.

todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.

tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz
o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.

é o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.

de resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.

[Alberto Pimenta]