Codigo Samurai
Embora refiram-se ao bushidô como um código, ele não era um conjunto formal de regras para todo samurai se guiar. Na verdade, o bushidô mudou muito através da história e mesmo de um clã para outro. Embora os samurais já existissem há muito tempo, o bushidô só foi escrito no século XVII.
O bushidô é o tema central do filme "Ghost Dog"
O primeiro dever de um samurai era a lealdade a seu senhor. O Japão tinha um sistema feudal no qual o senhor esperava a obediência dos seus vassalos, que em troca recebiam proteção econômica e militar. Se o senhor não pudesse contar com a absoluta lealdade dos seus vassalos, todo o sistema teria desmoronado. Este senso de lealdade e honra era geralmente levado a extremos pelos japoneses, que lutavam até a morte em uma batalha sem esperança para proteger a fortaleza de seu senhor, ou cometiam suicídio se sentissem que o haviam desgraçado.
O samurai também tinha um dever de vingança. Se a honra de seu senhor fosse manchada, ou se este fosse morto, o samurai era obrigado a encontrar e matar os responsáveis. Uma das histórias de samurai mais famosas, "Os 47 Ronin", ou samurais sem senhor, é um conto da tradicional vingança dos samurais. Durante um período de paz, seu senhor foi condenado a cometer seppuku (suicídio) devido a uma desavença com outro senhor. Dois anos depois, todos os 47 samurais invadiram o castelo do algoz de seu mestre e o mataram. Eles foram presos e também forçados a cometer seppuku, não porque cumpriram com seu dever de vingança, pois isso era o esperado, mas porque o fizeram em um ataque secreto, o que era considerado uma desonra.
“O progresso é uma palavra agradável mas é a mudança que o motiva e a mudança tem inimigos” "Nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração e auto-sacrifício, esforço e dúvida."
22/05/2009
08/05/2009
Egocentrismo
Egocentrismo
Apesar de não existirem verdades absolutas, quanto a mim, é capaz de ser verdade que somos todos uns egocentricos de merda. Pois é...
Aquelas pequenas atitudes altruístas quotidianas como ir preparar o pequeno almoço à namorada ou emprestar uma caneta, não as temos tendo em conta o bem do próximo mas sim a nossa própria satisfação pessoal.
Sentimo-nos bem ao fazer os outros sentirem-se bem, porque se isso nos causasse algum tipo de dor , não o fazíamos, com certeza.
Isto faz-nos (pelo menos a mim fez-me) repensar todo o tipo de sentimentos que nutrimos pelos outros, icluindo o amor e a amizade e se nós não seremos seres de natureza totalmente primitiva, apenas interessados em dar (assim como retirar) dos outros aquilo que nos interessa em prol da nossa satisfação pessoal.
Recentemente fiquei feliz em saber que não sou só eu que penso assim, mas também o filósofo oriental Osho. De acordo com a teoria dele, bastante semelhante à minha, devemos lidar com o nosso egocentrismo de modo a fazermos os outros felizes e fazermo-nos felizes também.
Escrito por Twiggy
Apesar de não existirem verdades absolutas, quanto a mim, é capaz de ser verdade que somos todos uns egocentricos de merda. Pois é...
Aquelas pequenas atitudes altruístas quotidianas como ir preparar o pequeno almoço à namorada ou emprestar uma caneta, não as temos tendo em conta o bem do próximo mas sim a nossa própria satisfação pessoal.
Sentimo-nos bem ao fazer os outros sentirem-se bem, porque se isso nos causasse algum tipo de dor , não o fazíamos, com certeza.
Isto faz-nos (pelo menos a mim fez-me) repensar todo o tipo de sentimentos que nutrimos pelos outros, icluindo o amor e a amizade e se nós não seremos seres de natureza totalmente primitiva, apenas interessados em dar (assim como retirar) dos outros aquilo que nos interessa em prol da nossa satisfação pessoal.
Recentemente fiquei feliz em saber que não sou só eu que penso assim, mas também o filósofo oriental Osho. De acordo com a teoria dele, bastante semelhante à minha, devemos lidar com o nosso egocentrismo de modo a fazermos os outros felizes e fazermo-nos felizes também.
Escrito por Twiggy
Anormal
Quantas vezes por dia não ouvimos a palavra “anormal”? Quantas vezes não ouvimos (ou dizemos) “aquele gajo é um anormal”, “somos todos anormais”, “tu és anormal”, “eu sou anormal” ou até mesmo um mais rebuscado “tá aqui uma anormalidade qualquer”. Utilizamos o termo “normal” muitas vezes e não nos interrogamos sobre as implicações que envolve este estereotipo (assim como acontece quando utilizamos outro adjectivo qualquer). Não acredito que adiante de muito interrogarmo-nos sobre tais implicações, no entanto, também fazemos muitas coisas e pensamos sobre muitas coisas que não adiantam de nada, por isso tou-me a cagar.
Ora... o que classificamos nós um comportamento normal? Seria um comportamento da maioria. O que a maioria acredita que é normal, torna-se quase verdade absoluta e resta desta forma rotular as minorias de anormais (fora do normal). Óbvio que quando empregamos o termo “anormal” para insultar alguém, não estamos muito interessados nas “éticas”.
Como podemos nós achar “normal” dizer tantas barbaridades todos os dias? É porque a maioria o faz.
Os valores são definidos pela quantidade de discípulos e não pela qualidade - a democracia é mesmo assim. A sociedade é de massas e são as massas normais, que vão definindo os padrões de anormalidade para as minorias. São as massas que dizem o que é o bem e o que é o mal, o que é o verde e o que é o castanho, o que é doente e o que é saudável, o que é a verdade e o que é mentira. E arrastam mais uns quantos pobres de espírito atrás.
Escrito por Twiggy
Ora... o que classificamos nós um comportamento normal? Seria um comportamento da maioria. O que a maioria acredita que é normal, torna-se quase verdade absoluta e resta desta forma rotular as minorias de anormais (fora do normal). Óbvio que quando empregamos o termo “anormal” para insultar alguém, não estamos muito interessados nas “éticas”.
Como podemos nós achar “normal” dizer tantas barbaridades todos os dias? É porque a maioria o faz.
Os valores são definidos pela quantidade de discípulos e não pela qualidade - a democracia é mesmo assim. A sociedade é de massas e são as massas normais, que vão definindo os padrões de anormalidade para as minorias. São as massas que dizem o que é o bem e o que é o mal, o que é o verde e o que é o castanho, o que é doente e o que é saudável, o que é a verdade e o que é mentira. E arrastam mais uns quantos pobres de espírito atrás.
Escrito por Twiggy
PIMENTA
Alberto Pimenta sobre os Portugueses:
OS PORTUGUESES não formam uma sociedade porque não são sócios uns dos outros. Tomemos os exemplos mais corriqueiros. Na cidade velha, vai-se pela rua e pode-se apanhar com sacos de migas de pão ralado, atirados aos pombos, na cabeça. E a rua está cheia de cagadelas de cão, coisa que não se vê em mais cidade nenhuma, porque cada um entende que o espaço público se pode sujar à vontade. Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo de civilização urbana. Começa-se sempre de cima para baixo. A Lisboa 94, com a sua falta de ideia, fez várias coisas em cima sem haver nada em baixo, confundiu arte com cultura. A cultura começa nas ruas onde se pode andar, no ambiente cuidado, nos jardins tratados, que não existem.
Há um total desprezo do próximo, uma falta de noção dos direitos e deveres urbanos civilizacionais. Soube agora de um caso que se passa num prédio normal do centro da cidade. Há alguém que guarda a moto do filho de família no patamar entre o terceiro e o quarto andares e, quando Ihe vão dizer que não o pode fazer, essa gente que é licenciada fecha a porta, dizendo: «A moto é minha, eu faço o que eu quero!» Tal e qual como o sapateiro que bate no filho e diz: «O filho é meu, eu faço o que quero!». É a sociedade do «salve-se quem puder». A maior parte das discussões que se geram em bichas, em lugares públicos onde se reclama um direito, resulta da falta de noção muito exacta que qualquer alemão, francês ou italiano tem dos seus direitos e deveres. Aqui é tudo uma «questão particular». Passa a não ser uma sociedade organizada mas um clã. É simpático, de repente, encontrarmos uma grande humanidade e intimidade onde menos esperávamos. Sabe bem mas o preço é caro, implica um dia-a-dia desgastante, onde tudo funciona improvisada e desastradamente. Nem se pode andar pelas ruas porque os carros ocupam os passeios. São insignificâncias que vão criando e alimentando quotidianamente um mal-estar, um cansaço, uma perda de energia. Quando ando pela Baixa duas ou três horas, começo a sentir um esgotamento de tipo espiritual, ao contrário do que acontece em qualquer cidade europeia em que fico mais alerta, enérgico e cheio de ideias. Aqui, começo a arrastar os pés e a andar em passo de procissão, que é como fazem os portugueses, um pouco vergados, dai a metáfora de trazer um peso nas costas. Há, de facto, um peso qualquer que está lá dentro, nas costas do espírito. Este país é como uma eterna pequena constipação.
E esta fatídica vocação para as pantufas... Conta-se que, depois do terramoto, alguns aristocratas que ficaram sem palácio instalaram-se em barracões onde é hoje o Rato, com grande promiscuidade e as couvinhas lá atrás. Quando os palácios ficaram prontos, não queriam sair, pois era ali que lhes sabia bem. Isto define a mentalidade portuguesa.
A arte em Portugal não tem a ter com a vida. O museu e o espectáculo são coisas que se passam em lugares fechados, com horário e um culto feito em grande parte de snobismo e de obrigação social. Daí o grande desconforto dos artistas em Portugal, uma espécie de marcianos, porque aquilo que fazem não tem nada a ver com os interesses da sociedade. Em Itália. o cidadão mais humilde tem uma intuição, um conhecimento e uma veneração pela arte que aqui terá talvez o equivalente na veneração pela Nossa Senhora de Fátima. Até coincide porque é a veneração por um desconhecido, pelo que está para além da razão. Se não houvesse motivos exteriores, não creio que fizesse falta a quem quer que fosse ir a exposições de pintura, ao teatro ou à ópera.
Há um egoísmo perfeitamente catastrófico que caracteriza os portugueses. No seu dia-a-dia, desde que tenha resolvido o seu problemazinho e possa comer o seu bifinho com batatas fritas ou o seu bacalhauzinho, já tira dai um prazerzinho que o deixa satisfeito. O Eça usou todos esses diminutivos com razão, porque tudo é pequeno, da dimensão ao espírito. Satisfazem-se com pouco.
Outra característica dos portugueses é ter medo do risco, podem cair no ridículo, que fica muito mal. Ora para fazer grandes coisas, é preciso arriscar cair do trapézio. Mas os portugueses preferem trabalhar com rede ou então a um metro do chão. Os Descobrimentos foram uma necessidade porque essa gente que vinha do Norte do Pais, a cair de fome e a morrer pelo caminho, não tinha outra hipótese. E não esqueçamos os mercenários. Os relatos deixam-nos imaginar o tormento daquelas viagens, com doenças e sem comida, em condições de puro desespero. Depois, lá veio a mitificação histórica. Obviamente haveria alguns, poucos, a começar pelo infante D. Henrique, que teriam o seu projecto de alargar a Terra, de chegar a qualquer lado e de tirar lucro, que é o que faz correr o homem. O Camões diz textualmente, n’Os Lusíadas, que «nunca houve nação, nem bárbara, que prezasse tão pouco as artes como a portuguesa». E o padre António Vieira dizia, naquelas etimologias divertidas, que o mundo é mundo porque, por antífrase, é imundo tal como a Lusitânia se chama assim já que não deixa luzir ninguém por causa da inveja. E podíamos continuar com o Eça, com o António Nobre, com os que reflectiram porque tiveram oportunidade de comparar... (...).
Vivi na Alemanha muitos anos e pude constatar que o mito do amor ao trabalho dos Alemães é falso. Não gostam de trabalhar, mas sabem que e preciso. Por isso, fazem-no o mais eficientemente possível. Durante o trabalho, os alemães não conversam sobre futebol nem as alemãs falam de meninos, como aqui. E fora dele é tabu falar sobre isso. Ao contrário de Portugal, onde se passa o almoço a falar do trabalho, uma paranóia perfeita.
Enquanto a Europa é urbana e civilizada há muito tempo, em Portugal o crescimento faz-se por saltos muito grandes. Temos a ideia de que o progresso é deitar fora o que há e substituir pelo novo, o que mostra que não o conseguimos integrar. Em cada época, há elementos que definem o novo-riquismo. No século XVI, o embaixador do Papa escrevia para Roma a dizer que não entendia porque é que o barbeiro, um homem muito pobre, tinha um pretinho para Ihe carregar a bacia quando ia fazer a barba a casa do cliente. Na Segunda Guerra, houve o boom dos novos-ricos do volfrâmio e dizia-se que eles comiam a sardinha assada com pão-de-ló. Hoje continua e, apesar do novo-riquismo destes anos em que já somos europeus, basta por o pé para lá da fronteira para perceber que somos cada vez menos em termos culturais. Temos o mito das melhores praias, dos melhores vinhos, mas quanto tempo vão durar? Há terrenos próximos de Lisboa, na zona do Ribatejo, que estavam classificados para agricultura exclusivamente. Há três ou quatro anos saiu um decreto que permite utilizá-los para campos de golfe desde que sejam reconvertíveis. Daqui a 15 anos, comeremos bolas de golfe em vez de couves...
Os Ingleses, mesmo lá no extremo do Sahara, continuam a manter a nacionalidade e a beber o chá das cinco porque têm uma personalidade forte. Mas um português na Alemanha, ao fim de cinco anos é alemão, e no Japão torna-se um autêntico japonês. Tem uma capacidade espantosa de adaptação, uma qualidade que lhe facilita a vida, mas que é sinal de uma personalidade fraca. O nosso racismo é económico. Tratamos com servilismo os que têm mais dinheiro que nós, embora haja quem diga que isso é a cordialidade do português a acolher os estrangeiros.
Tal como há quem diga que a língua portuguesa é o espanhol sem ossos. Compare-se o «quero-te» com o «te quiero»: enquanto num a entoação morre no fim, no outro a afirmação é evidente logo no som. É como se nem na língua tivéssemos coluna vertebral.
Portugal ficou a meio caminho entre o Norte de Africa e a Europa. E não se consegue definir. É pobre combinar as coisas sem definir uma ideia e uma identidade próprias. Não há, em Portugal, politica no sentido autêntico da palavra, uma ideia de sociedade para dar forma ao Estado. Não há partido que a tenha, excepto, talvez, o comunista, mas não é uma ideia própria. Os políticos portugueses, tal como os artistas, são preguiçosos, pouco competentes e bastante diletantes.
Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1995
OS PORTUGUESES não formam uma sociedade porque não são sócios uns dos outros. Tomemos os exemplos mais corriqueiros. Na cidade velha, vai-se pela rua e pode-se apanhar com sacos de migas de pão ralado, atirados aos pombos, na cabeça. E a rua está cheia de cagadelas de cão, coisa que não se vê em mais cidade nenhuma, porque cada um entende que o espaço público se pode sujar à vontade. Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo de civilização urbana. Começa-se sempre de cima para baixo. A Lisboa 94, com a sua falta de ideia, fez várias coisas em cima sem haver nada em baixo, confundiu arte com cultura. A cultura começa nas ruas onde se pode andar, no ambiente cuidado, nos jardins tratados, que não existem.
Há um total desprezo do próximo, uma falta de noção dos direitos e deveres urbanos civilizacionais. Soube agora de um caso que se passa num prédio normal do centro da cidade. Há alguém que guarda a moto do filho de família no patamar entre o terceiro e o quarto andares e, quando Ihe vão dizer que não o pode fazer, essa gente que é licenciada fecha a porta, dizendo: «A moto é minha, eu faço o que eu quero!» Tal e qual como o sapateiro que bate no filho e diz: «O filho é meu, eu faço o que quero!». É a sociedade do «salve-se quem puder». A maior parte das discussões que se geram em bichas, em lugares públicos onde se reclama um direito, resulta da falta de noção muito exacta que qualquer alemão, francês ou italiano tem dos seus direitos e deveres. Aqui é tudo uma «questão particular». Passa a não ser uma sociedade organizada mas um clã. É simpático, de repente, encontrarmos uma grande humanidade e intimidade onde menos esperávamos. Sabe bem mas o preço é caro, implica um dia-a-dia desgastante, onde tudo funciona improvisada e desastradamente. Nem se pode andar pelas ruas porque os carros ocupam os passeios. São insignificâncias que vão criando e alimentando quotidianamente um mal-estar, um cansaço, uma perda de energia. Quando ando pela Baixa duas ou três horas, começo a sentir um esgotamento de tipo espiritual, ao contrário do que acontece em qualquer cidade europeia em que fico mais alerta, enérgico e cheio de ideias. Aqui, começo a arrastar os pés e a andar em passo de procissão, que é como fazem os portugueses, um pouco vergados, dai a metáfora de trazer um peso nas costas. Há, de facto, um peso qualquer que está lá dentro, nas costas do espírito. Este país é como uma eterna pequena constipação.
E esta fatídica vocação para as pantufas... Conta-se que, depois do terramoto, alguns aristocratas que ficaram sem palácio instalaram-se em barracões onde é hoje o Rato, com grande promiscuidade e as couvinhas lá atrás. Quando os palácios ficaram prontos, não queriam sair, pois era ali que lhes sabia bem. Isto define a mentalidade portuguesa.
A arte em Portugal não tem a ter com a vida. O museu e o espectáculo são coisas que se passam em lugares fechados, com horário e um culto feito em grande parte de snobismo e de obrigação social. Daí o grande desconforto dos artistas em Portugal, uma espécie de marcianos, porque aquilo que fazem não tem nada a ver com os interesses da sociedade. Em Itália. o cidadão mais humilde tem uma intuição, um conhecimento e uma veneração pela arte que aqui terá talvez o equivalente na veneração pela Nossa Senhora de Fátima. Até coincide porque é a veneração por um desconhecido, pelo que está para além da razão. Se não houvesse motivos exteriores, não creio que fizesse falta a quem quer que fosse ir a exposições de pintura, ao teatro ou à ópera.
Há um egoísmo perfeitamente catastrófico que caracteriza os portugueses. No seu dia-a-dia, desde que tenha resolvido o seu problemazinho e possa comer o seu bifinho com batatas fritas ou o seu bacalhauzinho, já tira dai um prazerzinho que o deixa satisfeito. O Eça usou todos esses diminutivos com razão, porque tudo é pequeno, da dimensão ao espírito. Satisfazem-se com pouco.
Outra característica dos portugueses é ter medo do risco, podem cair no ridículo, que fica muito mal. Ora para fazer grandes coisas, é preciso arriscar cair do trapézio. Mas os portugueses preferem trabalhar com rede ou então a um metro do chão. Os Descobrimentos foram uma necessidade porque essa gente que vinha do Norte do Pais, a cair de fome e a morrer pelo caminho, não tinha outra hipótese. E não esqueçamos os mercenários. Os relatos deixam-nos imaginar o tormento daquelas viagens, com doenças e sem comida, em condições de puro desespero. Depois, lá veio a mitificação histórica. Obviamente haveria alguns, poucos, a começar pelo infante D. Henrique, que teriam o seu projecto de alargar a Terra, de chegar a qualquer lado e de tirar lucro, que é o que faz correr o homem. O Camões diz textualmente, n’Os Lusíadas, que «nunca houve nação, nem bárbara, que prezasse tão pouco as artes como a portuguesa». E o padre António Vieira dizia, naquelas etimologias divertidas, que o mundo é mundo porque, por antífrase, é imundo tal como a Lusitânia se chama assim já que não deixa luzir ninguém por causa da inveja. E podíamos continuar com o Eça, com o António Nobre, com os que reflectiram porque tiveram oportunidade de comparar... (...).
Vivi na Alemanha muitos anos e pude constatar que o mito do amor ao trabalho dos Alemães é falso. Não gostam de trabalhar, mas sabem que e preciso. Por isso, fazem-no o mais eficientemente possível. Durante o trabalho, os alemães não conversam sobre futebol nem as alemãs falam de meninos, como aqui. E fora dele é tabu falar sobre isso. Ao contrário de Portugal, onde se passa o almoço a falar do trabalho, uma paranóia perfeita.
Enquanto a Europa é urbana e civilizada há muito tempo, em Portugal o crescimento faz-se por saltos muito grandes. Temos a ideia de que o progresso é deitar fora o que há e substituir pelo novo, o que mostra que não o conseguimos integrar. Em cada época, há elementos que definem o novo-riquismo. No século XVI, o embaixador do Papa escrevia para Roma a dizer que não entendia porque é que o barbeiro, um homem muito pobre, tinha um pretinho para Ihe carregar a bacia quando ia fazer a barba a casa do cliente. Na Segunda Guerra, houve o boom dos novos-ricos do volfrâmio e dizia-se que eles comiam a sardinha assada com pão-de-ló. Hoje continua e, apesar do novo-riquismo destes anos em que já somos europeus, basta por o pé para lá da fronteira para perceber que somos cada vez menos em termos culturais. Temos o mito das melhores praias, dos melhores vinhos, mas quanto tempo vão durar? Há terrenos próximos de Lisboa, na zona do Ribatejo, que estavam classificados para agricultura exclusivamente. Há três ou quatro anos saiu um decreto que permite utilizá-los para campos de golfe desde que sejam reconvertíveis. Daqui a 15 anos, comeremos bolas de golfe em vez de couves...
Os Ingleses, mesmo lá no extremo do Sahara, continuam a manter a nacionalidade e a beber o chá das cinco porque têm uma personalidade forte. Mas um português na Alemanha, ao fim de cinco anos é alemão, e no Japão torna-se um autêntico japonês. Tem uma capacidade espantosa de adaptação, uma qualidade que lhe facilita a vida, mas que é sinal de uma personalidade fraca. O nosso racismo é económico. Tratamos com servilismo os que têm mais dinheiro que nós, embora haja quem diga que isso é a cordialidade do português a acolher os estrangeiros.
Tal como há quem diga que a língua portuguesa é o espanhol sem ossos. Compare-se o «quero-te» com o «te quiero»: enquanto num a entoação morre no fim, no outro a afirmação é evidente logo no som. É como se nem na língua tivéssemos coluna vertebral.
Portugal ficou a meio caminho entre o Norte de Africa e a Europa. E não se consegue definir. É pobre combinar as coisas sem definir uma ideia e uma identidade próprias. Não há, em Portugal, politica no sentido autêntico da palavra, uma ideia de sociedade para dar forma ao Estado. Não há partido que a tenha, excepto, talvez, o comunista, mas não é uma ideia própria. Os políticos portugueses, tal como os artistas, são preguiçosos, pouco competentes e bastante diletantes.
Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1995
FILHOS DA PUTA
O pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta
que nascem
grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho-da-puta.
no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho-da-puta.
todos os grandes
filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
é o pequeno
filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.
II
o grande filho-da-puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
no entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.
por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.
todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
é o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.
[Alberto Pimenta]
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta
que nascem
grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho-da-puta.
no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho-da-puta.
todos os grandes
filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
é o pequeno
filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.
II
o grande filho-da-puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
no entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.
por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.
todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz
o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
é o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.
[Alberto Pimenta]
15/04/2008
Podemos escolher o que semear
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos" (Provérbio chinês)
"Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço." (Dave Weinbaum)
"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se. Você quer ser feliz para sempre? Perdoe." (Tertuliano)
"Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta." (Carl Young)
"Cuidado... ao dizer alguma coisa, cuide para que suas palavras não sejam piores que o seu silêncio." (Autor desconhecido)
"Nossa dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)
"Leva tempo para alguém ser bem sucedido porque o êxito não é mais do que a recompensa natural pelo tempo gasto em fazer algo direito." (Joseph Ross)
"Não existe ninguém igual a você. Deus quis você único" (Fernando Toscano)
"Não existe nada tão comovente - nem mesmo atos de amor ou ódio - como a descoberta de que não se está sozinho" (Autor desconhecido)
"Cada um tem um papel único na vida. Todo mundo, especialmente você, é indispensável." (Nathaniel Hawthorne)
"É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros". (Dalai Lama)
"Em tudo que a natureza opera, ela nada faz bruscamente..." (Autor desconhecido)
"Fale com delicadeza hoje; quando o amanhã chegar, você já estará habituado". (Autor desconhecido)
"Lembre-se de que a resposta de ontem pode não ter nada a ver com o problema de hoje" (Don Ward)
"Promessa é dúvida" (Alberto Maduar)
"Prefira os que dizem não resolutamente aos que dizem sim vacilantemente." (Ralph Waldo Emerson)
"O fracasso é uma excelente oportunidade para o sucesso". (Autor desconhecido)
"A realidade se forma em volta do compromisso". (Kobi Yamada)
"Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço." (Dave Weinbaum)
"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se. Você quer ser feliz para sempre? Perdoe." (Tertuliano)
"Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta." (Carl Young)
"Cuidado... ao dizer alguma coisa, cuide para que suas palavras não sejam piores que o seu silêncio." (Autor desconhecido)
"Nossa dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)
"Leva tempo para alguém ser bem sucedido porque o êxito não é mais do que a recompensa natural pelo tempo gasto em fazer algo direito." (Joseph Ross)
"Não existe ninguém igual a você. Deus quis você único" (Fernando Toscano)
"Não existe nada tão comovente - nem mesmo atos de amor ou ódio - como a descoberta de que não se está sozinho" (Autor desconhecido)
"Cada um tem um papel único na vida. Todo mundo, especialmente você, é indispensável." (Nathaniel Hawthorne)
"É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros". (Dalai Lama)
"Em tudo que a natureza opera, ela nada faz bruscamente..." (Autor desconhecido)
"Fale com delicadeza hoje; quando o amanhã chegar, você já estará habituado". (Autor desconhecido)
"Lembre-se de que a resposta de ontem pode não ter nada a ver com o problema de hoje" (Don Ward)
"Promessa é dúvida" (Alberto Maduar)
"Prefira os que dizem não resolutamente aos que dizem sim vacilantemente." (Ralph Waldo Emerson)
"O fracasso é uma excelente oportunidade para o sucesso". (Autor desconhecido)
"A realidade se forma em volta do compromisso". (Kobi Yamada)
Pensamentos, cata tónicos
Sempre que ligo o computador e leio "a carregar as suas definições" fico ansioso. Fico à espera que ele a seguir me defina. Qualquer coisa do género: "olá, hoje estás calmo e é um bom dia para telefonares à ******. Convida-a para jantar, que as definições dela estão em sintonia com as tuas". Mas nada, a única coisa que sucede é um Windows XP com um fundo cansado, cheio de ícones no ambiente de trabalho que eu já nem sei para que servem.
Humberto do Carmo recebe louvor da Avis
Humberto do Carmo recebe louvor da Avis
e compensação por danos
Presstur 26-02-2008 (06h43) O ex-director geral da Avis Portugal, Humberto do Carmo, que foi o único gestor afastado da empresa na sequência da alegada descoberta pela Avis Europa de “inconformidades” na subsidiária portuguesa em Junho de 2007, foi louvado na semana passada pela empresa, da qual recebeu “uma nota de agradecimento e uma compensação pelos danos causados no processo que conduziu à sua saída”, segundo informação a que o PressTUR teve acesso.
A informação refere que nestes termos Humberto do Carmo dá por “encerrado o diferendo que mantinha com a empresa desde Junho de 2007”.
Em 11 de Junho a Avis Europa anunciou estar a proceder a uma “investigação aprofundada” à sua subsidiária em Portugal por suspeita de sobrevalorização do activo líquido do Grupo em três milhões de euros no exercício de 2006.
O comunicado da empresa dizia que “identificou, através de procedimentos internos”, que “potencialmente existiram procedimentos condenáveis” na subsidiária portuguesa, avançando que a confirmarem-se, as “irregularidades” poderiam ter um impacto negativo de três milhões de euros nos seus resultados antes de impostos.
Na mesma informação, a Avis Europe anunciava que, “como medida cautelar”, tinha suspendido alguns membros da gestão em Portugal, mas como se soube depois apenas Humberto do Carmo foi afastado das funções.
Estas notícias colheram de surpresa o sector do turismo, tanto mais que ainda no ano anterior a Avis Portugal tinha sido a subsidiária distinguida pela Avis Europa com o prémio Spirit of Avis, Making a Diference Award, para a liderança em inovação e qualidade de serviço.
Já em finais de Agosto, a Avis Europe anunciava que a KPMG tinha confirmado a prática em Portugal de “certas acções” não conformes com a política do Grupo, que irão provocar uma redução em dois milhões de euros dos resultados antes de impostos do ano de 2007, com um impacto negativo de 3,5 milhões no segundo semestre.
“Os ajustamentos requeridos em consequência da não conformidade com a política do Grupo” por parte da subsidiária portuguesa, que representa 3% do volume de negócios total, resultaram em reduções do Activo Líquido a 31 de Dezembro de 2005, em 1,1 milhões de euros, e a 31 de Dezembro de 2006, em 4,6 milhões de euros, referia a mesma informação, contida no balanço do semestre.
A informação a que o PressTUR teve acesso ontem indica que Humberto do Carmo recebeu agora da rent-a-car um louvor, registado em acta da Assembleia Geral, “pelo contributo dado ao sucesso da empresa no mercado português”.
A mesma informação indica que a Assembleia Geral, reunida no mês passado, aceitou a renúncia à direcção geral que Humberto do Carmo tinha apresentado em Setembro do ano passado, e deliberou que os negócios da sociedade (Sovial) passam a ser reportados a Espanha, uma situação que já se estava a verificar desde os acontecimentos do ano passado.
“A administração da sociedade passa a ser composta por apenas dois gerentes ao invés dos sete que a compunham até à data” e “as contas serão consolidadas a nível ibérico e apenas posteriormente reportados à Avis Europe”, segundo a mesma informação
e compensação por danos
Presstur 26-02-2008 (06h43) O ex-director geral da Avis Portugal, Humberto do Carmo, que foi o único gestor afastado da empresa na sequência da alegada descoberta pela Avis Europa de “inconformidades” na subsidiária portuguesa em Junho de 2007, foi louvado na semana passada pela empresa, da qual recebeu “uma nota de agradecimento e uma compensação pelos danos causados no processo que conduziu à sua saída”, segundo informação a que o PressTUR teve acesso.
A informação refere que nestes termos Humberto do Carmo dá por “encerrado o diferendo que mantinha com a empresa desde Junho de 2007”.
Em 11 de Junho a Avis Europa anunciou estar a proceder a uma “investigação aprofundada” à sua subsidiária em Portugal por suspeita de sobrevalorização do activo líquido do Grupo em três milhões de euros no exercício de 2006.
O comunicado da empresa dizia que “identificou, através de procedimentos internos”, que “potencialmente existiram procedimentos condenáveis” na subsidiária portuguesa, avançando que a confirmarem-se, as “irregularidades” poderiam ter um impacto negativo de três milhões de euros nos seus resultados antes de impostos.
Na mesma informação, a Avis Europe anunciava que, “como medida cautelar”, tinha suspendido alguns membros da gestão em Portugal, mas como se soube depois apenas Humberto do Carmo foi afastado das funções.
Estas notícias colheram de surpresa o sector do turismo, tanto mais que ainda no ano anterior a Avis Portugal tinha sido a subsidiária distinguida pela Avis Europa com o prémio Spirit of Avis, Making a Diference Award, para a liderança em inovação e qualidade de serviço.
Já em finais de Agosto, a Avis Europe anunciava que a KPMG tinha confirmado a prática em Portugal de “certas acções” não conformes com a política do Grupo, que irão provocar uma redução em dois milhões de euros dos resultados antes de impostos do ano de 2007, com um impacto negativo de 3,5 milhões no segundo semestre.
“Os ajustamentos requeridos em consequência da não conformidade com a política do Grupo” por parte da subsidiária portuguesa, que representa 3% do volume de negócios total, resultaram em reduções do Activo Líquido a 31 de Dezembro de 2005, em 1,1 milhões de euros, e a 31 de Dezembro de 2006, em 4,6 milhões de euros, referia a mesma informação, contida no balanço do semestre.
A informação a que o PressTUR teve acesso ontem indica que Humberto do Carmo recebeu agora da rent-a-car um louvor, registado em acta da Assembleia Geral, “pelo contributo dado ao sucesso da empresa no mercado português”.
A mesma informação indica que a Assembleia Geral, reunida no mês passado, aceitou a renúncia à direcção geral que Humberto do Carmo tinha apresentado em Setembro do ano passado, e deliberou que os negócios da sociedade (Sovial) passam a ser reportados a Espanha, uma situação que já se estava a verificar desde os acontecimentos do ano passado.
“A administração da sociedade passa a ser composta por apenas dois gerentes ao invés dos sete que a compunham até à data” e “as contas serão consolidadas a nível ibérico e apenas posteriormente reportados à Avis Europe”, segundo a mesma informação
O HOMEM SÓ TRAI POR JUSTA CAUSA!
A mulher chega em casa e encontra o esposo, na cama, com outra, 25 anos, bonita, com tudo no sítio, bronzeada, cheia de amor para dar ...
Arma o maior escabeche, mas o marido interrompe-a:
Antes deverias ouvir como tudo isto aconteceu... Encontrei esta jovem na rua, maltrapilha, cansada e esfomeada. Então, com pena do estado dela, trouxe-a para casa. Servi-lhe o jantar que tu não comeste no dia anterior com a mania das dietas, guardei o jantar no frigorífico, lembras-te?
Ela estava descalça, então dei-lhe aquele par de sapatos que, como foi a minha mãe que te deu, nunca usaste. Ela estava com sede e eu servi-lhe aquele vinho que estava guardado... para aquele sábado que prometeste mas que nunca chega... pois, dói-te a cabeça, estás cansada e tens muito que fazer.
As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele par de jeans quase novo... que ainda estava em perfeito estado, mas não te servia.
Como ela estava suja, aconselhei-a a tomar um banho.... No final, dei-lhe aquele perfume francês novinho que nunca usaste porque não era a tua marca favorita.
Então quando já estava saciada perguntou:
-Senhor, não tem mais nada que a sua esposa não use?
Nem respondi!!!!!!!
Arma o maior escabeche, mas o marido interrompe-a:
Antes deverias ouvir como tudo isto aconteceu... Encontrei esta jovem na rua, maltrapilha, cansada e esfomeada. Então, com pena do estado dela, trouxe-a para casa. Servi-lhe o jantar que tu não comeste no dia anterior com a mania das dietas, guardei o jantar no frigorífico, lembras-te?
Ela estava descalça, então dei-lhe aquele par de sapatos que, como foi a minha mãe que te deu, nunca usaste. Ela estava com sede e eu servi-lhe aquele vinho que estava guardado... para aquele sábado que prometeste mas que nunca chega... pois, dói-te a cabeça, estás cansada e tens muito que fazer.
As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele par de jeans quase novo... que ainda estava em perfeito estado, mas não te servia.
Como ela estava suja, aconselhei-a a tomar um banho.... No final, dei-lhe aquele perfume francês novinho que nunca usaste porque não era a tua marca favorita.
Então quando já estava saciada perguntou:
-Senhor, não tem mais nada que a sua esposa não use?
Nem respondi!!!!!!!
09/11/2007
Merda:
A palavra mais versatil da lingua portuguesa!
Chega-se à conclusão que "merda" deve ser a palavra mais versátil da língua portuguesa ! !!!
O uso do vocábulo merda é uma questão de educação.
Ninguém pode negar que o utilizamos para múltiplas circunstâncias, relacionadas com muitíssimas coisas.
Por exemplo:
Orientação geográfica:
- Vai à merda!
Adjectivo qualificativo:
- Tu és uma merda!
Momento de cepticismo:
- Não acredito nesta merda !!!
Desejo de vingança:
- Vou fazê-lo em merda !!!
Acidente:
- Já fizeste merda !
Efeito visual:
- Não se vê merda nenhuma !!!
Sensação olfactiva:
- Cheira a merda...
Dúvida na despedida:
- Por que não vais à merda ?
Especulação de conhecimento:
- Que merda será isto ?
Momento de surpresa:
- Merda !!!
Sensação degustativa:
- Isto sabe a merda !
Desejo de ânimo:
- Rápido com essa merda !!!
Situação de desordem:
- Isto está uma merda !!!
Rejeição, despeito:
- O que é que esse merdas pensa ?
Para descobrir o paradeiro de qualquer coisa:
- Não sei onde foi parar aquela merda...
Interjeição comum:
- Que merda !!!
Crise das 17h30:
- Vou-me embora desta merda !!!
Chega-se à conclusão que "merda" deve ser a palavra mais versátil da língua portuguesa ! !!!
O uso do vocábulo merda é uma questão de educação.
Ninguém pode negar que o utilizamos para múltiplas circunstâncias, relacionadas com muitíssimas coisas.
Por exemplo:
Orientação geográfica:
- Vai à merda!
Adjectivo qualificativo:
- Tu és uma merda!
Momento de cepticismo:
- Não acredito nesta merda !!!
Desejo de vingança:
- Vou fazê-lo em merda !!!
Acidente:
- Já fizeste merda !
Efeito visual:
- Não se vê merda nenhuma !!!
Sensação olfactiva:
- Cheira a merda...
Dúvida na despedida:
- Por que não vais à merda ?
Especulação de conhecimento:
- Que merda será isto ?
Momento de surpresa:
- Merda !!!
Sensação degustativa:
- Isto sabe a merda !
Desejo de ânimo:
- Rápido com essa merda !!!
Situação de desordem:
- Isto está uma merda !!!
Rejeição, despeito:
- O que é que esse merdas pensa ?
Para descobrir o paradeiro de qualquer coisa:
- Não sei onde foi parar aquela merda...
Interjeição comum:
- Que merda !!!
Crise das 17h30:
- Vou-me embora desta merda !!!
10/02/2007
Momento
Momento
Se te sentes frustrado, tem a certeza de que, para levares a vida que mereces, precisas deixar de lado a vida que tens!
O momento do tudo ou nada é como um grito de liberdade diante de um silêncio insuportável.
Um ponto final em situações que se arrastam há anos sem solução.
A separação em definitivo de uma forma padronizada de lidar com a vida.
Tudo ou nada é demolir a muro se necessario tudo o que impossibilita de seguir-mos para a frente com a vida.
É uma maneira de recuperar a dignidade abalada.
É uma ruptura com a maneira de administrar a vida...
É quebrar as grades da gaiola que nos impedem de sonhar …
Será que é agora o momento do tudo ou nada ?
Tudo
As decisões consistentes
Tudo ou nada é a decisão do despertar da consciência.
Mas não basta só isso: é preciso algo mais...
Uma decisão radical é insuficiente se não tomar-mos uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir.
A maioria das pessoas toma decisões superficiais, apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes, não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos, assim com a mesma rapidez que decidem, logo desistem. É preciso ter decisões consistentes, que resultem em mudanças.
Se decidir-mos deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir o nosso coração para uma nova relação, vamos precisar encarar as conseqüências. Temos de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vamos precisar aprender a celebrar cada pequena vitória. Quem não souber enfrentar essas consequências logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor.
Se resolvemos sair da casa dos pais e morar sozinhos, precisamos assumir o estilo de vida que o nosso dinheiro puder manter.
Temos de aprender a cuidar das nossas roupas, fazer compras no supermercado, aquecer comida congelada, tudo isto gastando somente o que é viável para o nosso orçamento. É lógico que também podemos trazer os amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, recebemos um brinde chamado responsabilidade (sabem o que é…!!!).A nossa autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.
Se te sentes frustrado, tem a certeza de que, para levares a vida que mereces, precisas deixar de lado a vida que tens!
O momento do tudo ou nada é como um grito de liberdade diante de um silêncio insuportável.
Um ponto final em situações que se arrastam há anos sem solução.
A separação em definitivo de uma forma padronizada de lidar com a vida.
Tudo ou nada é demolir a muro se necessario tudo o que impossibilita de seguir-mos para a frente com a vida.
É uma maneira de recuperar a dignidade abalada.
É uma ruptura com a maneira de administrar a vida...
É quebrar as grades da gaiola que nos impedem de sonhar …
Será que é agora o momento do tudo ou nada ?
Tudo
As decisões consistentes
Tudo ou nada é a decisão do despertar da consciência.
Mas não basta só isso: é preciso algo mais...
Uma decisão radical é insuficiente se não tomar-mos uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir.
A maioria das pessoas toma decisões superficiais, apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes, não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos, assim com a mesma rapidez que decidem, logo desistem. É preciso ter decisões consistentes, que resultem em mudanças.
Se decidir-mos deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir o nosso coração para uma nova relação, vamos precisar encarar as conseqüências. Temos de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vamos precisar aprender a celebrar cada pequena vitória. Quem não souber enfrentar essas consequências logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor.
Se resolvemos sair da casa dos pais e morar sozinhos, precisamos assumir o estilo de vida que o nosso dinheiro puder manter.
Temos de aprender a cuidar das nossas roupas, fazer compras no supermercado, aquecer comida congelada, tudo isto gastando somente o que é viável para o nosso orçamento. É lógico que também podemos trazer os amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, recebemos um brinde chamado responsabilidade (sabem o que é…!!!).A nossa autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.
07/02/2007
Poder da Estupidez
O Poder da Estupidez
Por Alftrue
Por Alftrue
Versão em português Fevereiro 2007
A estupidez sempre me fascinou. A minha, é claro – e isso é motivo suficiente para grande ansiedade. Porém, a situação é mais grave quando se tem a oportunidade de observar importantes decisões tomadas por pessoas importantes.
Geralmente tendemos a culpar a perversidade intencional, a malícia astuta, a megalomania, e outros defeitos morais pelas más decisões. Tudo isso conta, é claro, mas qualquer estudo cuidadoso da história, ou dos fatos, leva à conclusão invariável de que a maior fonte de terríveis erros é puramente a estupidez. Quando ela combina com outros factores (como acontece amiúde) os resultados podem ser devastadores.
Um dos muitos exemplos de estupidez é o uso da intriga e do poder de manipulação no que se chama de “comportamento maquiavélico”. Obviamente, ninguém leu os livros de Maquiavel, e não é isso o que o velho quis dar a entender.
Outro fato que me surpreende (ou não) é o escasso material dedicado ao estudo de um tema tão importante como este. Existem nas universidades departamentos para analisar as complexidades matemáticas, os movimentos das formigas, a história medieval, mas nunca soube de uma Fundação / Comissão / Conselho e porque não Governo que tivesse apoiado o desenvolvimento do estudos da Estupidologia.
Encontrei pouquíssimos bons livros sobre o tema. Um dos que li e do qual nunca me esqueci, chama-se “Uma Breve Introdução à História da Estupidez Humana” de WB.Pitkin, Algumas das observações feitas neste livro parecem extraordinariamente correctas.
Mas, por é que o autor chama de “uma breve introdução” a um livro de 300 páginas?
No final do livro, diz:
-Epílogo: agora estamos prontos para começar a estudar a Historia da Estupidez. E nada se segue.
O Professor foi um homem muito sensato. Sabia que toda uma vida era muito pouco tempo para cobrir ainda que um fragmento de tão vasto tema. Assim, publicou a Introdução, e isso foi tudo.
Ele tinha sua disposição uma equipe de investigadores a qual pôs a realizar pesquisas nos arquivos da Biblioteca Central de Nova York. Nada encontraram. Segundo Pitkin, havia somente dois livros sobre a matéria: Aus der Geschite der menschlichen Dummheit de Max Kemmerich, e Über Dummheit de Leopold Loewenfeld. Infelizmente não entendo alemão, apesar de “Dummheit ” me parecer suficientemente claro, e creio que Kemmerich e Loewenfeld tiveram abundância especial de material para seus estudos, levando em conta o que aconteceu na Alemanha em 1933 e nos anos seguintes.
Na opinião do Prof. quatro em cada cinco pessoas tem coeficiente de estupidez suficientemente grande para ser chamadas “estúpidas”. Isso equivaleria a quinhentos milhões de pessoas, à época que ele escreveu o livro; agora são mais de 06 biliões. Esse número por si já é bastante estúpido.
Ele observou que um dos problemas da Estupidez é que ninguém tem uma definição realmente boa.
De fato, os génios são amiúde considerados estúpidos por uma maioria estúpida (apesar que ninguém ter uma boa definição de genialidade). Mas a estupidez definitivamente existe, e há muito mais dela do que sugerem os nossos mais terríveis pesadelos. De facto ela domina o mundo – o que é claramente comprovado pela forma como ele é governado.
Porém, alguém chegou com uma definição bastante interessante.
As Leis Básicas da Estupidez Humana,
As Cinco Leis da Estupidez, são as seguintes:
Primeira Lei: Sempre subestimamos o número de pessoas estúpidas.
Isto não é tão obvio como parece, porque:
a) Pessoas que pensávamos ser racionais e inteligentes, de repente mostram-se estúpidas sem dar margem para dúvidas
b) Dia após, dia somos afectados, em tudo que fazemos por gente estúpida que invariavelmente aparece nos lugares menos apropriados.
Também é impossível estabelecer uma percentagem, já que qualquer número que escolhamos será pequeno demais.
Segunda Lei: A probabilidade de que uma pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica de sua personalidade.
Se estudarmos a frequência da estupidez, nas pessoas que limpam as salas de aula depois que os alunos as deixam, e compararmos com as dos professores, verificaremos que nestes últimos ela é muito más alta do que esperávamos. Poderíamos supor que ela está relacionada ao baixo nível de educação, ou ao fato de que as pessoas não estúpidas têm melhores oportunidades de conseguir bons empregos. Mas quando analisamos os estudantes ou os professores universitários (ou, adicionaria eu, os programadores de computador, políticos) a distribuição de estupidez é exactamente a mesma.
As militantes feministas podem exultar-se, mas o quociente de estupidez é o mesmo em ambos os géneros (ou em tantos géneros ou sexos, você decida). Não há nenhuma diferença no factor de estupidez, quando são comparadas as raças, a condição étnica, a educação etc.
Terceira Lei (a de Ouro): Uma pessoa estúpida é alguém que ocasiona dano a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas, sem conseguir vantagem para si, ou mesmo com prejuízo próprio.
Quarta Lei: As pessoas não estúpidas sempre subestimam o poder de causar dano das pessoas estúpidas. Constantemente se esquecem que em qualquer momento, e sob qualquer circunstância, associar-se com gente estúpida invariavelmente constitui-se em erro com prejuízo.
Isso sugere (diria eu) que as pessoas não estúpidas são assim mesmo um pouco estúpidas – mas voltarei a esse ponto ao final.
Quinta Lei: A pessoa mais perigosa que pode existir é a estúpida.
De todas as Leis, essa é provavelmente a mais facilmente entendida, sim porque é do conhecimento comum que as pessoas inteligentes, sem importar quanto hostil elas sejam, são previsíveis, enquanto que as pessoas estúpidas não o são. Ademais, seu corolário básico:
-Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido.
Existem quatro tipos de pessoas, dependendo de seu comportamento em uma transacção:
O Infeliz (ou desesperado): alguém cujas acções geram prejuízo próprio, mas que também criam vantagens para outros.
O Inteligente: alguém cujas acções geram vantagens, igualmente para si e para os outros.
O Bandido: alguém cujas acções geram vantagens para si, ao mesmo tempo que causam danos a outros.
O Estúpido: já temos esta definição na Terceira Lei. “Terceira Lei (a de Ouro): Uma pessoa estúpida é alguém que ocasiona dano a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas, sem conseguir vantagem para si, ou mesmo com prejuízo próprio.”
Usa o gráfico que se assemelha ao que segue:
Onde:
I = inteligente
S = estúpido (do inglês stupid)
H = infeliz (do inglês hapless)
B = bandido
O eixo dos X’;s mede as vantagens ara si obtidas pelas acções de alguém.
O eixo dos Y’s mede as vantagens de outra pessoa (ou grupo).
Obviamente, as pessoas da região “I” são inteligentes, as pessoas da região “B” são bandidas, pessoas da zona “H” são desafortunadas ou azaradas, e pessoas da região “S” são estúpidas.
Também é bastante claro que, dependendo da localização no gráfico, a pessoa tenderá a um maior ou menor quociente de estupidez, inteligência, banditismo, etc. Pode-se desenvolver uma grande variedade de combinações, tais como as de bandidos espertos e bandidos estúpidos, dependendo da razão vantagem/prejuízo. (a quantidade de prejuízo) deverá ser medida pela perspectiva da vítima, não pela do bandido, o que faz com que a maioria dos ladrões e criminosos sejam considerados bastante estúpidos).
Suponho que daqui por diante cada um de nós possa utilizar este gráfico para estudar a estupidez e aplicar a Teoria da estupidez em todas as suas múltiplas variantes possíveis.
Mas isso não é ainda o final de a história.
Se traçamos uma linha diagonal através do gráfico, resulta que toda a zona que se encontra do lado superior direito corresponde a uma melhora no equilíbrio global do sistema, enquanto que os eventos (e as pessoas) do outro lado estão relacionados a uma deterioração.
Ao estudar as variáveis em cada um dos quatros sectores, pode-se fazer vários tipos de combinação, tais como: Sh e Sb, Ib e Ih, Hs e Hi, ou dividir o gráfico na quantidade de subsectores que quiser.
Por exemplo, a linha “M” no lado inferior direito do gráfico, indica a posição do “bandido perfeito”: alguém que ocasiona exactamente tantos danos, aos outros quanta vantagem para si. Obviamente, em ambos os lados da diagonal temos situações de bandidos “imperfeitos” – Bi corresponde a os “bandidos inteligentes” e Bs a “bandidos estúpidos”.
Num mundo povoado exclusivamente por “bandidos perfeitos”, o sistema como um todo ficaria equilibrado; os danos e as vantagens se anulariam mutuamente. O mesmo efeito ocorreria em um mundo povoado exclusivamente por pessoas “perfeitamente azaradas”.
É óbvio que as pessoas inteligentes são as que mais contribuem para a sociedade como um todo. Mas, por mais triste que possa parecer, os bandidos inteligentes também contribuem para uma melhoria no equilíbrio da sociedade pois provocam globalmente mais vantagens que danos. As pessoas “infelizes - inteligentes”, apesar de perdedoras individualmente, perdem também por ter efeitos sociais positivos.
Sem dúvidas, apenas quando a estupidez entra em cena, é que o dano é consideravelmente maior que o beneficio para qualquer pessoa.
Isso comprova o ponto de vista inicial: o único factor perigoso em qualquer sociedade humana é a estupidez.
Se o factor estupidez é constante através do tempo e do espaço, uma sociedade forte em ascensão tem uma percentagem maior de gente inteligente, enquanto que uma sociedade em declínio tem uma alarmante percentagem de bandidos e um forte coeficiente de estupidez (sub -área Bs no gráfico) entre as pessoas em posição de poder, e uma igualmente alarmante percentagem de Infelizes (área H) entre aqueles que não estão no poder.
Onde estamos agora? Essa é uma boa pergunta!
As pessoas inteligentes geralmente sabem que o são; os bandidos também estão conscientes de sua condição, e mesmo as pessoas azaradas têm uma suspeita de que não estão bem. Mas as pessoas estúpidas não sabem que são estúpidas, e esta é uma razão a mais por que são extremamente perigosas.
Isso remete-me, é claro, a dolorosa pergunta inicial: serei eu estúpido?
Tenho passado por vários testes de coeficiente de inteligência e conseguido boas qualificações. Infelizmente sei como funcionam esses testes e sei que não provam nada.
Várias pessoas me dizem que sou inteligente. Mas isso não serve de prova para coisa nenhuma. Talvez essas pessoas me tenham demasiada consideração para dizer a verdade. Por outro lado, elas poderiam estar a usar a minha estupidez para seus próprios fins ou interesses, ou poderiam simplesmente ser tão estúpidas quanto eu.
Tenho, porém, uma pequena réstia de esperança: até porque frequentemente estou completamente consciente do quanto eu sou estúpido (ou tenho sido). E isso indica que não sou completamente estúpido.
Em algumas ocasiões, procurei localizar-me no gráfico utilizando como termómetro, tanto quanto possível, resultados mensuráveis das minhas acções, em vez de opiniões. Dependendo da situação, parece que me situo ao redor do lado superior do gráfico, entre as áreas Ds e Ib; mas em alguns casos fico desesperadamente perdido em Sh., e nem sempre consigo ficar localizado no lado direito da diagonal com a frequência que desejo.
Em uma escala maior, a expectativa é que os factores mais fortes de êxito se localizem nos subsectores Ib e Bi. Entretanto, a enorme quantidade de pessoas Sb e mesmo Sh que fizeram carreiras maravilhosas só pode ser explicado por um forte desejo de parte de muitos líderes de estar rodeados de tantas pessoas estúpidas quanto possível.
Isto leva-nos a um gráfico tridimensional, e não acho que o deva mostrá-lo a vocês, porque nenhuma pessoa estúpida teria a coragem de ler até esse ponto.
Obviamente, pode-se introduzir outras variáveis, tais como os próprios coeficientes H e B, e os coeficientes S, H e B de outras pessoas. Ou talvez seja sensato esquecê-los, já que nunca são suficientes; não obstante, pode-se considerar o factor B, porque mesmo a mais generosa das pessoas pode comportar-se algumas vezes como um bandido, ainda que por erro. Esses factores adicionais geram modelos multi-dimensionais que podem se tornar um tanto difíceis de manejar. Porém, mesmo que consideramos somente nossos valores individuais no coeficiente de estupidez, a complexidade pode ser enorme.
Tentem. E assustem-se de verdade.
A estupidez sempre me fascinou. A minha, é claro – e isso é motivo suficiente para grande ansiedade. Porém, a situação é mais grave quando se tem a oportunidade de observar importantes decisões tomadas por pessoas importantes.
Geralmente tendemos a culpar a perversidade intencional, a malícia astuta, a megalomania, e outros defeitos morais pelas más decisões. Tudo isso conta, é claro, mas qualquer estudo cuidadoso da história, ou dos fatos, leva à conclusão invariável de que a maior fonte de terríveis erros é puramente a estupidez. Quando ela combina com outros factores (como acontece amiúde) os resultados podem ser devastadores.
Um dos muitos exemplos de estupidez é o uso da intriga e do poder de manipulação no que se chama de “comportamento maquiavélico”. Obviamente, ninguém leu os livros de Maquiavel, e não é isso o que o velho quis dar a entender.
Outro fato que me surpreende (ou não) é o escasso material dedicado ao estudo de um tema tão importante como este. Existem nas universidades departamentos para analisar as complexidades matemáticas, os movimentos das formigas, a história medieval, mas nunca soube de uma Fundação / Comissão / Conselho e porque não Governo que tivesse apoiado o desenvolvimento do estudos da Estupidologia.
Encontrei pouquíssimos bons livros sobre o tema. Um dos que li e do qual nunca me esqueci, chama-se “Uma Breve Introdução à História da Estupidez Humana” de WB.Pitkin, Algumas das observações feitas neste livro parecem extraordinariamente correctas.
Mas, por é que o autor chama de “uma breve introdução” a um livro de 300 páginas?
No final do livro, diz:
-Epílogo: agora estamos prontos para começar a estudar a Historia da Estupidez. E nada se segue.
O Professor foi um homem muito sensato. Sabia que toda uma vida era muito pouco tempo para cobrir ainda que um fragmento de tão vasto tema. Assim, publicou a Introdução, e isso foi tudo.
Ele tinha sua disposição uma equipe de investigadores a qual pôs a realizar pesquisas nos arquivos da Biblioteca Central de Nova York. Nada encontraram. Segundo Pitkin, havia somente dois livros sobre a matéria: Aus der Geschite der menschlichen Dummheit de Max Kemmerich, e Über Dummheit de Leopold Loewenfeld. Infelizmente não entendo alemão, apesar de “Dummheit ” me parecer suficientemente claro, e creio que Kemmerich e Loewenfeld tiveram abundância especial de material para seus estudos, levando em conta o que aconteceu na Alemanha em 1933 e nos anos seguintes.
Na opinião do Prof. quatro em cada cinco pessoas tem coeficiente de estupidez suficientemente grande para ser chamadas “estúpidas”. Isso equivaleria a quinhentos milhões de pessoas, à época que ele escreveu o livro; agora são mais de 06 biliões. Esse número por si já é bastante estúpido.
Ele observou que um dos problemas da Estupidez é que ninguém tem uma definição realmente boa.
De fato, os génios são amiúde considerados estúpidos por uma maioria estúpida (apesar que ninguém ter uma boa definição de genialidade). Mas a estupidez definitivamente existe, e há muito mais dela do que sugerem os nossos mais terríveis pesadelos. De facto ela domina o mundo – o que é claramente comprovado pela forma como ele é governado.
Porém, alguém chegou com uma definição bastante interessante.
As Leis Básicas da Estupidez Humana,
As Cinco Leis da Estupidez, são as seguintes:
Primeira Lei: Sempre subestimamos o número de pessoas estúpidas.
Isto não é tão obvio como parece, porque:
a) Pessoas que pensávamos ser racionais e inteligentes, de repente mostram-se estúpidas sem dar margem para dúvidas
b) Dia após, dia somos afectados, em tudo que fazemos por gente estúpida que invariavelmente aparece nos lugares menos apropriados.
Também é impossível estabelecer uma percentagem, já que qualquer número que escolhamos será pequeno demais.
Segunda Lei: A probabilidade de que uma pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica de sua personalidade.
Se estudarmos a frequência da estupidez, nas pessoas que limpam as salas de aula depois que os alunos as deixam, e compararmos com as dos professores, verificaremos que nestes últimos ela é muito más alta do que esperávamos. Poderíamos supor que ela está relacionada ao baixo nível de educação, ou ao fato de que as pessoas não estúpidas têm melhores oportunidades de conseguir bons empregos. Mas quando analisamos os estudantes ou os professores universitários (ou, adicionaria eu, os programadores de computador, políticos) a distribuição de estupidez é exactamente a mesma.
As militantes feministas podem exultar-se, mas o quociente de estupidez é o mesmo em ambos os géneros (ou em tantos géneros ou sexos, você decida). Não há nenhuma diferença no factor de estupidez, quando são comparadas as raças, a condição étnica, a educação etc.
Terceira Lei (a de Ouro): Uma pessoa estúpida é alguém que ocasiona dano a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas, sem conseguir vantagem para si, ou mesmo com prejuízo próprio.
Quarta Lei: As pessoas não estúpidas sempre subestimam o poder de causar dano das pessoas estúpidas. Constantemente se esquecem que em qualquer momento, e sob qualquer circunstância, associar-se com gente estúpida invariavelmente constitui-se em erro com prejuízo.
Isso sugere (diria eu) que as pessoas não estúpidas são assim mesmo um pouco estúpidas – mas voltarei a esse ponto ao final.
Quinta Lei: A pessoa mais perigosa que pode existir é a estúpida.
De todas as Leis, essa é provavelmente a mais facilmente entendida, sim porque é do conhecimento comum que as pessoas inteligentes, sem importar quanto hostil elas sejam, são previsíveis, enquanto que as pessoas estúpidas não o são. Ademais, seu corolário básico:
-Uma pessoa estúpida é mais perigosa que um bandido.
Existem quatro tipos de pessoas, dependendo de seu comportamento em uma transacção:
O Infeliz (ou desesperado): alguém cujas acções geram prejuízo próprio, mas que também criam vantagens para outros.
O Inteligente: alguém cujas acções geram vantagens, igualmente para si e para os outros.
O Bandido: alguém cujas acções geram vantagens para si, ao mesmo tempo que causam danos a outros.
O Estúpido: já temos esta definição na Terceira Lei. “Terceira Lei (a de Ouro): Uma pessoa estúpida é alguém que ocasiona dano a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas, sem conseguir vantagem para si, ou mesmo com prejuízo próprio.”
Usa o gráfico que se assemelha ao que segue:
Onde:
I = inteligente
S = estúpido (do inglês stupid)
H = infeliz (do inglês hapless)
B = bandido
O eixo dos X’;s mede as vantagens ara si obtidas pelas acções de alguém.
O eixo dos Y’s mede as vantagens de outra pessoa (ou grupo).
Obviamente, as pessoas da região “I” são inteligentes, as pessoas da região “B” são bandidas, pessoas da zona “H” são desafortunadas ou azaradas, e pessoas da região “S” são estúpidas.
Também é bastante claro que, dependendo da localização no gráfico, a pessoa tenderá a um maior ou menor quociente de estupidez, inteligência, banditismo, etc. Pode-se desenvolver uma grande variedade de combinações, tais como as de bandidos espertos e bandidos estúpidos, dependendo da razão vantagem/prejuízo. (a quantidade de prejuízo) deverá ser medida pela perspectiva da vítima, não pela do bandido, o que faz com que a maioria dos ladrões e criminosos sejam considerados bastante estúpidos).
Suponho que daqui por diante cada um de nós possa utilizar este gráfico para estudar a estupidez e aplicar a Teoria da estupidez em todas as suas múltiplas variantes possíveis.
Mas isso não é ainda o final de a história.
Se traçamos uma linha diagonal através do gráfico, resulta que toda a zona que se encontra do lado superior direito corresponde a uma melhora no equilíbrio global do sistema, enquanto que os eventos (e as pessoas) do outro lado estão relacionados a uma deterioração.
Ao estudar as variáveis em cada um dos quatros sectores, pode-se fazer vários tipos de combinação, tais como: Sh e Sb, Ib e Ih, Hs e Hi, ou dividir o gráfico na quantidade de subsectores que quiser.
Por exemplo, a linha “M” no lado inferior direito do gráfico, indica a posição do “bandido perfeito”: alguém que ocasiona exactamente tantos danos, aos outros quanta vantagem para si. Obviamente, em ambos os lados da diagonal temos situações de bandidos “imperfeitos” – Bi corresponde a os “bandidos inteligentes” e Bs a “bandidos estúpidos”.
Num mundo povoado exclusivamente por “bandidos perfeitos”, o sistema como um todo ficaria equilibrado; os danos e as vantagens se anulariam mutuamente. O mesmo efeito ocorreria em um mundo povoado exclusivamente por pessoas “perfeitamente azaradas”.
É óbvio que as pessoas inteligentes são as que mais contribuem para a sociedade como um todo. Mas, por mais triste que possa parecer, os bandidos inteligentes também contribuem para uma melhoria no equilíbrio da sociedade pois provocam globalmente mais vantagens que danos. As pessoas “infelizes - inteligentes”, apesar de perdedoras individualmente, perdem também por ter efeitos sociais positivos.
Sem dúvidas, apenas quando a estupidez entra em cena, é que o dano é consideravelmente maior que o beneficio para qualquer pessoa.
Isso comprova o ponto de vista inicial: o único factor perigoso em qualquer sociedade humana é a estupidez.
Se o factor estupidez é constante através do tempo e do espaço, uma sociedade forte em ascensão tem uma percentagem maior de gente inteligente, enquanto que uma sociedade em declínio tem uma alarmante percentagem de bandidos e um forte coeficiente de estupidez (sub -área Bs no gráfico) entre as pessoas em posição de poder, e uma igualmente alarmante percentagem de Infelizes (área H) entre aqueles que não estão no poder.
Onde estamos agora? Essa é uma boa pergunta!
As pessoas inteligentes geralmente sabem que o são; os bandidos também estão conscientes de sua condição, e mesmo as pessoas azaradas têm uma suspeita de que não estão bem. Mas as pessoas estúpidas não sabem que são estúpidas, e esta é uma razão a mais por que são extremamente perigosas.
Isso remete-me, é claro, a dolorosa pergunta inicial: serei eu estúpido?
Tenho passado por vários testes de coeficiente de inteligência e conseguido boas qualificações. Infelizmente sei como funcionam esses testes e sei que não provam nada.
Várias pessoas me dizem que sou inteligente. Mas isso não serve de prova para coisa nenhuma. Talvez essas pessoas me tenham demasiada consideração para dizer a verdade. Por outro lado, elas poderiam estar a usar a minha estupidez para seus próprios fins ou interesses, ou poderiam simplesmente ser tão estúpidas quanto eu.
Tenho, porém, uma pequena réstia de esperança: até porque frequentemente estou completamente consciente do quanto eu sou estúpido (ou tenho sido). E isso indica que não sou completamente estúpido.
Em algumas ocasiões, procurei localizar-me no gráfico utilizando como termómetro, tanto quanto possível, resultados mensuráveis das minhas acções, em vez de opiniões. Dependendo da situação, parece que me situo ao redor do lado superior do gráfico, entre as áreas Ds e Ib; mas em alguns casos fico desesperadamente perdido em Sh., e nem sempre consigo ficar localizado no lado direito da diagonal com a frequência que desejo.
Em uma escala maior, a expectativa é que os factores mais fortes de êxito se localizem nos subsectores Ib e Bi. Entretanto, a enorme quantidade de pessoas Sb e mesmo Sh que fizeram carreiras maravilhosas só pode ser explicado por um forte desejo de parte de muitos líderes de estar rodeados de tantas pessoas estúpidas quanto possível.
Isto leva-nos a um gráfico tridimensional, e não acho que o deva mostrá-lo a vocês, porque nenhuma pessoa estúpida teria a coragem de ler até esse ponto.
Obviamente, pode-se introduzir outras variáveis, tais como os próprios coeficientes H e B, e os coeficientes S, H e B de outras pessoas. Ou talvez seja sensato esquecê-los, já que nunca são suficientes; não obstante, pode-se considerar o factor B, porque mesmo a mais generosa das pessoas pode comportar-se algumas vezes como um bandido, ainda que por erro. Esses factores adicionais geram modelos multi-dimensionais que podem se tornar um tanto difíceis de manejar. Porém, mesmo que consideramos somente nossos valores individuais no coeficiente de estupidez, a complexidade pode ser enorme.
Tentem. E assustem-se de verdade.
05/02/2007
Satisfação nunca será total.
“Não estou menosprezando a insatisfação do ser humano na sua actividade profissional, mas também não acho que exista um emprego que vá satisfazer 100% o ser humano.
Sempre vai haver algum problema.
Se tudo estiver perfeito, a tendência é acomodarem-se.
A insatisfação estimula a busca por melhores condições de trabalho e por melhores rendimentos.
Os que são felizes no trabalho tiveram sorte de ter feito a opção correcta. Ou então esses profissionais aplicaram o que se chama de “Darwinismo”: passaram por um processo de buscas sucessivas e acabaram encontrando a actividade que se encaixa no seu perfil.
Escolha estruturada: “São pessoas que pararam para descobrir quem são, onde estão e para onde querem ir. É mais que uma orientação vocacional, que descobre o tipo de inteligência, mas não descobre comportamentos.”
A não esquecer:
Ainda que seja difícil largar um bom emprego, é preciso pagar o preço. “Passar a vida toda numa actividade que te faz infeliz tem um custo muito elevado.”
Se o problema não está na organização e sim na actividade, os especialistas lembram que o recrutamento interno é cada vez mais adoptado pelas empresas, já que representa uma oportunidade de economia e motivação de funcionários
“Como o profissional não terá nenhuma experiência na área em que pretende passar a actuar, é mais fácil ele ter hipótese de mudança dentro da companhia em que trabalha que numa outra. Ainda que o seu trabalho não tenha sido visto neste novo sector, a empresa já conhece suas qualificações,”
Sempre vai haver algum problema.
Se tudo estiver perfeito, a tendência é acomodarem-se.
A insatisfação estimula a busca por melhores condições de trabalho e por melhores rendimentos.
Os que são felizes no trabalho tiveram sorte de ter feito a opção correcta. Ou então esses profissionais aplicaram o que se chama de “Darwinismo”: passaram por um processo de buscas sucessivas e acabaram encontrando a actividade que se encaixa no seu perfil.
Escolha estruturada: “São pessoas que pararam para descobrir quem são, onde estão e para onde querem ir. É mais que uma orientação vocacional, que descobre o tipo de inteligência, mas não descobre comportamentos.”
A não esquecer:
Ainda que seja difícil largar um bom emprego, é preciso pagar o preço. “Passar a vida toda numa actividade que te faz infeliz tem um custo muito elevado.”
Se o problema não está na organização e sim na actividade, os especialistas lembram que o recrutamento interno é cada vez mais adoptado pelas empresas, já que representa uma oportunidade de economia e motivação de funcionários
“Como o profissional não terá nenhuma experiência na área em que pretende passar a actuar, é mais fácil ele ter hipótese de mudança dentro da companhia em que trabalha que numa outra. Ainda que o seu trabalho não tenha sido visto neste novo sector, a empresa já conhece suas qualificações,”
03/02/2007
Tristeza
Para os que a tristeza não tem fim talvez encontrem aqui uma resposta.
Você está feliz com seu trabalho?
Se a resposta é sim, você faz parte de um selectíssimo grupo.
Se for não, de um universo superpovoado.
A Razão de tanta infelicidade reside na escolha errada da carreira:
-Não acredito que o problema esteja relacionado à posição, remuneração, condições de trabalho ou relacionamento com o chefe e, sim, com a actividade profissional em si se não vejamos os que os felizes estão espalhados por diferentes funções. Ou seja, não são tão-somente presidentes de empresas ou donos de negócios bem sucedidos. “Há muita gente que atingiu sua meta de carreira e ainda assim é infeliz profissionalmente. Chegou ao topo, mas não sente prazer no que faz. “
-Tenho visto muitos profissionais deixarem seus empregos, muitas vezes trocarem uma grande empresa por outra de menor expressão, porque definiram os valores que são mais importantes para eles e agora buscam mais autonomia e desafios estimulantes.
-Existe ainda aqueles que acabam escolhendo a carreira por influência da família, depois começam os paradoxos e chegam a adoecer, mas mesmo assim, conseguem uma óptima colocação profissional. Não são negligentes, mas pagam muito caro por cada dia de trabalho. E nunca tentam buscar um novo rumo, acomodam-se as situações.
O chefe esse eterno problema dos que não têm o mínimo de ambição, ou não querem trabalhar, e aproveitam a figura Chefe para se desculparem de todo e de toda a incompetência que vão demonstrando ao longo de meses e anos de trabalho em conjunto, no entanto existem chefes e chefes para alguns o chefe é:
-Mau líder, prejudicam a produtividade da equipe, eleva o stress no ambiente: “Se não há sinergia entre o chefe e seus subordinados, se o funcionário não tem confiança no chefe, o clima de trabalho é sempre mau. No entanto a maioria dos profissionais acha que seu ordenado não é suficiente, ou que as condições de trabalho não são as ideais, o chefe não presta mas acredita que tudo isto é contornável entre o dia 01 e dia 15 de cada mês, após este período voltamos ao mesmo.
Uma chefia ma não atrapalha quem trabalha no que realmente gosta, no que sabe que tem talento “Se uma pessoa está certa de sua vocação, ela luta por paixão. O problema está na formação, que só leva em conta o eixo do conhecimento e ignora a dimensão do comportamento. Não se pergunta qual o comportamento de uma pessoa para saber que tipos de conhecimentos são os mais adequados para ela.
Você está feliz com seu trabalho?
Se a resposta é sim, você faz parte de um selectíssimo grupo.
Se for não, de um universo superpovoado.
A Razão de tanta infelicidade reside na escolha errada da carreira:
-Não acredito que o problema esteja relacionado à posição, remuneração, condições de trabalho ou relacionamento com o chefe e, sim, com a actividade profissional em si se não vejamos os que os felizes estão espalhados por diferentes funções. Ou seja, não são tão-somente presidentes de empresas ou donos de negócios bem sucedidos. “Há muita gente que atingiu sua meta de carreira e ainda assim é infeliz profissionalmente. Chegou ao topo, mas não sente prazer no que faz. “
-Tenho visto muitos profissionais deixarem seus empregos, muitas vezes trocarem uma grande empresa por outra de menor expressão, porque definiram os valores que são mais importantes para eles e agora buscam mais autonomia e desafios estimulantes.
-Existe ainda aqueles que acabam escolhendo a carreira por influência da família, depois começam os paradoxos e chegam a adoecer, mas mesmo assim, conseguem uma óptima colocação profissional. Não são negligentes, mas pagam muito caro por cada dia de trabalho. E nunca tentam buscar um novo rumo, acomodam-se as situações.
O chefe esse eterno problema dos que não têm o mínimo de ambição, ou não querem trabalhar, e aproveitam a figura Chefe para se desculparem de todo e de toda a incompetência que vão demonstrando ao longo de meses e anos de trabalho em conjunto, no entanto existem chefes e chefes para alguns o chefe é:
-Mau líder, prejudicam a produtividade da equipe, eleva o stress no ambiente: “Se não há sinergia entre o chefe e seus subordinados, se o funcionário não tem confiança no chefe, o clima de trabalho é sempre mau. No entanto a maioria dos profissionais acha que seu ordenado não é suficiente, ou que as condições de trabalho não são as ideais, o chefe não presta mas acredita que tudo isto é contornável entre o dia 01 e dia 15 de cada mês, após este período voltamos ao mesmo.
Uma chefia ma não atrapalha quem trabalha no que realmente gosta, no que sabe que tem talento “Se uma pessoa está certa de sua vocação, ela luta por paixão. O problema está na formação, que só leva em conta o eixo do conhecimento e ignora a dimensão do comportamento. Não se pergunta qual o comportamento de uma pessoa para saber que tipos de conhecimentos são os mais adequados para ela.
02/02/2007
Natureza
"A natureza mostra que, com o aumento do conhecimento, cresce também a capacidade de alguém sentir dor. Somente no degrau máximo da inteligência é que o sofrimento alcança seu ponto supremo."
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